Subúrbios de Veneza [portes grátis]

Subúrbios de Veneza [portes grátis]
Editora: POÉTICA EDIÇÕES
Autor: Raquel Serejo Martins
Pontos de fidelidade: 10
Disponibilidade: Em stock
Preço: 12,90€ 10,00€

 

RAQUEL SEREJO MARTINS Nasceu em 1974, depois de Abril.
Em Vilarandelo aprendeu a andar de bicicleta e teve aulas de piano.
Em Valpaços começou a fumar.
Em Coimbra aprendeu a nadar e trabalhou na RUC-Rádio Universitária de Coimbra.
Em Braga começou a praticar yôga e adoptou 2 gatos.
Em Guimarães conheceu os companheiros maiores das suas viagens.
Em Lisboa começou dançar flamenco e a estudar italiano.
É, desde Setembro de 2016, cronista ou contista na revista Sábado on-line.

Tem em papel:

· A Solidão dos Inconstantes (2009), romance, Editorial Estampa
· Pretérito Perfeito (2013), romance, Editorial Estampa
· Como se um Peixe um Poema (2014), conto: Revista Egoísta n.º 52: Revolucionar, edição comemorativa dos 40 anos do 25 de Abril
· O Faroleiro (2015), conto: Por Longos Dias, Longos Anos, Fui Silêncio – Uma Breve Antologia de Autoras Transmontanas, Âncora Editora
· Como um Caracol com Asas (2015), conto: Revista Três Três n.º 5: Erro
· Aprendizes de Equilibristas (2015), crónica: Flanzine #9 (+1): Muro
· Aves de Incêndio (2016), poesia, Poética Edições
· O Mundo a Encolher (2016), conto: Revista Três Três n.º 6: Marginal
· Eva Fora de Água (2016), crónica: Flanzine 7+7: Adão e Eva
· Peixes de Asfalto (2017), poema: Revista Três Três n.º 7: Sintoma

Uma definição?
Sou coisa de difícil explicação.
Um gosto e um desgosto?
Talvez por ser trasmontana, possível porquê, gosto do Inverno, a lenha a crepitar na lareira, a água a apitar na chaleira, o chá a fumegar na chávena, o aconchego dos gatos, os cachecóis, os gorros.
E não, não gosto do Inverno, o frio, a chuva, os ossos, apesar de, na minha balança pesam toneladas, em bicos de pés fingindo leveza, irreprimíveis, saudades da neve e das amendoeiras em flor.
As saudades da neve afogo-as no mar e porque pesadas vão ao fundo num ápice, das amendoeiras levo-as a dançar com os jacarandás.
Viste?
Não, não vi.
Pois é!
Da música, o samba, o jazz, a ópera, o fado, a clássica, que o mesmo é dizer, a Elza, a Elis, a Holly Cole, a Callas, o Camané, o Bach, o Bomtempo, o Schubert, o Gershwin e sempre o meu Buarque e o meu Sabina.
Dos pássaros, andorinhas, gaivotas e corvos.
Da dança o flamenco e a Bausch.
Da arquitectura o Siza, o Corbusier, o Niemeyer, o Mies.
Da pintura a Rego, o Pomar, o Amadeo, o Manta, os impressionistas em que Caillebotte o preferido, e, no talento e no afecto, a Ana Cristina Dias.
Da fotografia o Capa, o Castello-Lopes, a Cunningham, o Gageiro, o Korda, só na secção a preto e branco.
Do cinema, os realizadores, os actores, tantos que vou dizer nome nenhum.
Dos livros, percebo que com o tempo construí uma geografia óbvia, os latinos, os mediterrânicos, os sul-americanos e a somar os russos.
Um desgosto, mousse de chocolate, gostava muito, deixei de gostar.
Um desgosto a sério, a morte do meu pai.

Raquel Serejo Martins
 

Edição: outubro de 2017 | Páginas: 132 | Encadernação: capa mole | ISBN: 978-989-99830-8-3 | Dimensões: 12cmx22cm

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